domingo, 7 de abril de 2013

O homem que amava demais, Elizabete Cruz [Opinião]



Sinopse:

Quando Inês assiste à morte do namorado, Carlos, não imagina que a sua vida está prestes a mudar. Incumbida da missão de encontrar o pai dele, que ele nunca conhecera, a sua pesquisa leva-a até Pirenópolis, a uma comunidade hippie. Lá conhece Dean Silva, meio-irmão de Carlos, que por lá habita desde que a sua namorada, Abby, foi declarada como morta. Juntos partem então para a Califórnia, em busca do pai de Carlos, e o caminho leva-os a descobrir sentimentos que julgavam já nem sequer possuir. No entanto, o passado de Dean está à espreita, e Henry, seu irmão, não deixará que ele se desvaneça. Tudo porque ele quer construir algo que a ele próprio transcende, e que sabe que sem a ajuda do irmão não conseguirá: a bomba de hidrogénio. Para isso, Henry fará de tudo para transformar Dean, inclusive incluir Inês nos seus planos diabólicos, encarcerando-a com os génios que farão o seu plano seguir em frente. Com Dean a seu lado e um caminho traçado, Henry acredita que nada o poderá desviar do seu destino. Mas ele engana-se, pois estranhamente todos aqueles que estão consigo começam a morrer, um por um, num local onde ele sabe que só ele consegue entrar e sair. O medo de ser a próxima vítima instala-se, e Inês embrenha-se numa busca pela verdade, o que a leva a descobrir que tudo o que ela sabe sobre Dean e Henry não passa de uma grande mentira.
Afinal, porque morreu Abby? Porque sequestrou Henry oito pessoas? E quem é o culpado pelas suas estranhas mortes?

Opinião:

Primeiro de tudo, apresento-vos a minha leitura Tuga de Março! Tcharammmmm


Acredito que este livro é daqueles que divide os leitores em opostos extremos.
Resumindo: Ou se gosta e conseguimos ler o livro até ao fim. Percebemos a essência e entendemos o porquê de determinada acção desencadear a outra. Ou detestamos e simplesmente não conseguimos terminar a leitura. 
No que a mim diz respeito, fico do lado dos que gostaram da leitura.

'O homem que amava demais' tem uma carga psicológica muito intensa e nem qualquer leitor terá a capacidade de assimilar as coisas que vão acontecendo na vida de Inês e muito provavelmente será necessário um determinado estado de espirito para encarar esta história. Se estão à procura de beijinhos fofos e suspiros, acreditem que até vão encontrar, mas este livro está longe de contar uma bonita história de amor com um lindo e previsível 'e viveram felizes para sempre' no final da história.

Admito que foi uma leitura estranha. Por vezes, diria até, um tanto ou quanto bizarra. Com momentos em que me apeteceu atirar o livro pela janela porque não queria aquele desenrolar da história. Devido às acções associei muitas vezes a esta leitura, séries como 'Lei e Ordem', 'Mentes Criminosas' e 'Casos Arquivados'. Mas foram também essas acções imprevisíveis que me levaram a querer descobrir o verdadeiro coração da história

Esta frase, que passo a citar da obra "Quando não há nada a perder o que nos impede de sermos loucos?" define na perfeição a história em si. O que posso mais dizer? Arrisquem e tirem as vossas conclusões. Mas preparem-se para um e outro choque e confronto de emoções.

Boas leituras,
(15 de Março 2013)




Obs: Leitura Tuga Março (Desafio lançado pela escritora/autora e blogger Andreia Ferreira no seu blog http://d311nh4.blogspot.pt)

1 comentário:

  1. Adorei a citação :D acho que define muito bem certas personagens

    ResponderEliminar